sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Portas...


Se você abre uma porta, você pode ou não entrar
em uma nova sala.
Você pode não entrar e ficar observando a vida.
Mas se você vence a dúvida, o temor, e entra,
dá um grande passo: nesta sala vive-se!
Mas, também, tem um preço...

São inúmeras outras portas que você descobre.
Às vezes curte-se mil e uma.
O grande segredo é saber quando e qual porta 
deve ser aberta.
A vida não é rigorosa, ela propicia erros e acertos.
Os erros podem ser transformados em acertos
quando com eles se aprende.

Não existe a segurança do acerto eterno.
A vida é generosa, a cada sala que se vive,
descobre-se tantas outras portas.
E a vida enriquece quem se arrisca 
a abrir novas portas.
Ela privilegia quem descobre seus segredos
e generosamente oferece afortunadas portas.

Mas a vida também pode ser dura e severa.
Se você não ultrapassar a porta,
terá sempre a mesma porta pela frente.
É a repetição perante a criação, é a monotonia
monocromática perante a multiplicidade das cores,
é a estagnação da vida...

Para a vida, as portas não são obstáculos
mas diferentes passagens!"

(Içami Tiba)

Do Livro: Amor, Felicidade & Cia.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Lenda do fósforo...

(...)"Minha avó,Luz do Amanhecer que era uma índia kickapoo dizia que todos nascem com uma caixa de fósforo dentro de si...Mas não podemos acendê-los sozinhos.Necessitamos,como em uma experiência de oxigênio e da ajuda de uma vela.Só que,em nosso caso o oxigênio deve vir do hálito da pessoa amada...a luz da vela pode ser qualquer coisa.Uma melodia,uma palavra...uma carícia,um som...qualquer coisa que dispare o detonador e acenda um dos fósforos.
Agora,cada pessoa tem que descobrir quais são seus detonadores para poder viver...porque é a chama de apenas um fósforo que nutre a alma de energia.
Se não há detonador para os fósforos,a caixa umedece e jamais poderemos acender nenhum deles.Há muitas maneiras de secar uma caixa de fósforos úmida.Pode ter certeza de que tem remédio.Claro que também é importante acender os fósforos um por um...porque se uma emoção intensa acender a todos de uma vez...produzirá um resplendor tão forte que aparece diante de nossos olhos um túnel esplendoroso que nos mostra o caminho que esquecemos ao nascer e nos chama  de volta à nossa perdida origem divina."
(Do filme:Como água para chocolate...Lindo!)

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Sobre a mulher que se faz de vítima...


'Não tenho nada contra mulheres arrogantes, pretensiosas, arrivistas, carreiristas, fatais. Não me importo. O sadismo não me incomoda, expressa vontade e determinação, ainda que insuportavelmente exageradas.


O que me provoca alergia é a mulher-vítima (assim como existe o homem-vítima), a que se considera injustiçada por antecipação. Vítima do mundo, de si, que conspira contra qualquer boa notícia, que desconfia do otimismo e se empenha para a tragédia. Ela não lutará pelo seu talento, vai logo se desculpar ou esperar que tudo fique igual.

Será extremista: ou é como ela quer ou não vale. Não aceita gradações, modulações, intervalos. Não respeita meio-termos, demora, paciência. Carrega sua verdade para todas as mentiras.

No primeiro confronto com os pais, replica: "não pedi para nascer". Na primeira resistência: "nada funciona comigo". Na discussão de casal: "eu não o mereço". Na primeira celebração: "não sei por que você me escolheu". No primeiro filho: "ele não se parece comigo".

A mulher-vítima se defendeu do que podia na infância. Agora nem a infância a acalma. É vingativa. Só que não com os outros. Renuncia e abdica de sua própria história para provar que tinha razão.

Ela se enxerga como a última das criaturas. Aliás, a penúltima das criaturas, pois se lembrará das baratas ao pensar nisso. Não seria capaz de casar consigo mesma. Não que não seja bonita, inteligente, sensível. É, na maioria das vezes. Mas não suporta a idéia de fracassar e fracassa na véspera por não controlar a ansiedade. Não que tenha medo de fracassar, esse é o problema: tem certeza de fracassar.

A mulher-vítima tropeça já avisando como vai cair. Faz a derrota premeditada. Não economiza água para contar os dramas, e toma os dramas dos outros como seus. Se ela usasse todo o discurso quando se lamenta para dar certo, não haveria concorrência.

A mulher-vítima não desabafa, chora antes. Em algum momento, não foi vítima. Em algum momento, se sentiu traída e não trocou de papel.

A mulher-vítima se isola, acha que ninguém entenderá seu sofrimento. Não permite que sua angústia converse com estranhos. Ou que sua alegria tenha amigos. A mulher-vítima é uma mãe que não deixa o corpo sair dessa encarnação.

É como o fogo, começa uma história e não consegue terminar. Será vítima do casamento, será vítima da falta de oportunidade, será vítima dos filhos, será vítima das contas. Ela não reage, ela concorda quando está apanhando das dificuldades – até ajuda a bater.

A mulher-vítima não muda, aguarda que o mundo mude por ela. É triste o jeito que ela se trata, ou o jeito que ela não se trata.

Fui criado por uma mulher excepcional, que não precisava de provas para ser percebida. Apesar de todas as qualidades, era uma mulher-vítima. A mulher-vítima não apaga suas virtudes, ela se esconde delas.

Não cansava de explicar aos filhos que foi abandonada pelo marido. Nunca a ouvi dizer algo de bom dele. Tudo que era bom dele vinha dela e do tempo que viveram juntos. Nunca se casou de novo para contrariar o passado ou absolvê-lo.

A mulher-vítima é romântica. Pelo motivo errado. Não trai suas dores e mágoas pelo orgulho de ter sofrido sozinha."!

(Fabrício Carpinejar)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Porto Solidão...




♪Se um veleiro repousasse na palma da minha mão

Sopraria com sentimento e deixaria seguir sempre

Rumo ao meu coração, meu coração

Acalma o mar que guarda tamanhos segredos

De versos naufragados e sem tempo

Rimas de ventos e velas, vida que vem e que vai

A solidão que fica e entra 

Me arremessando contra o cais♪
(Jessé)

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Debaixo da ponte...

♪Debaixo da ponte da cidade
É onde eu deixei um pouco de sangue
Debaixo da ponte da cidade
Eu não poderia ter o bastante
Debaixo da ponte da cidade
Esqueceu-se do meu amor
Mesmo embaixo da ponte
Eu dei a minha vida.♪
(Red Hot)

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Luis Fernando Veríssimo...



Senhor, dê-me serenidade para aceitar as coisas que não posso mudar,
a coragem para mudar as coisas que não posso aceitar
e a sabedoria para esconder os corpos daquelas pessoas que eu tive que matar por estarem me enchendo o saco. 

Também, me ajude a ser cuidadoso com os calos em que piso hoje, pois
eles podem estar conectados aos sacos que terei que puxar amanhã. 

Ajude-me, sempre, a dar 100% no meu trabalho... 
- 12% na segunda-feira, 
- 23% na terça-feira, 
- 40% na quarta-feira, 
- 20% na quinta-feira, 
- 5% na sexta-feira. 

E... Ajude-me sempre a lembrar,
quando estiver tendo um dia realmente ruim e todos parecerem estar me enchendo o saco,
que são necessários 42 músculos para socar alguém e apenas 4 para estender meu dedo médio e mandá-lo para aquele lugar... 

Que assim seja!!! 

Viva todos os dias de sua vida como se fosse o último.
Um dia, você acerta.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Atritos...(Roberto Crema)

Ninguém muda ninguém;ninguém muda sozinho;nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros,desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio,e as pedras que estão em sua foz?










As pedras na nascente são toscas,pontiagudas, cheias de arestas.
À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras,ao longo de muitos anos,elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida. A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar.
É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.
Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor,mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas
Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo,ainda nessa análise.Começamos a jornada da vida como grandes pedras,cheia de excessos. Os seres de grande valor,percebem que ao final da vida,foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas,se aproximando cada vez mais de sua essência,e ficando cada vez menores, menores, menores...
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos,dada a compreensão da existência e importância do outro,e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado? Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago. É lá que está o verdadeiro valor...Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto,constituído de muitos elementos,mas essencialmente de amor.
Deus deu a cada um de nós essa capacidade,a de amar...Mas temos que aprender como.
Para chegarmos a esse âmago,temos que nos permitir,através dos relacionamentos,ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo,de fazê-lo brilhar
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva,ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor. Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e...os superando.
Ora, esse sentimentos simplesmentenão ocorrem se não houver envolvimento... E envolvimento gera atrito.
Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o amor.
E sem ele a vida não tem significado.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Do livro - A Sagrada Loucura dos Casais, Paule Salomon, Ed. Cultrix.

“O outro é para mim sempre inatingível, seja qual for a intensidade do amor que me anima. O outro me escapa, ele não está jamais onde eu achava que poderia encontrá-lo. Mas, ao mesmo tempo, eu tenho essa maravilhosa capacidade humana de poder me projetar, de me identificar com ele, de sentir o que ele sente ou de imaginar sentir o que ele sente. Eu sou o criador das sensações que recebo dele, e é essa a minha maneira de conhecê-lo, de descrevê-lo, de representá-lo para mim mesmo. A todo instante estou identificado com o meu corpo; tenho consciência do meu eu e posso também me identificar com uma paisagem, uma pedra, com um animal e, sobretudo, com outro ser humano. Eu sinto você, eu adivinho você, eu sou você. A loucura do amor é a vontade de se tornar o outro e tornar-se o outro para se esquecer de si mesmo. A sabedoria do amor está em saber entrar e sair. Eu me torno você, mas volto para mim. Eu adquiro como que uma leveza do ser para me desmultiplicar e, paradoxalmente, é assim que eu me aproximo mais do sentimento de unidade, que é o meu horizonte e a minha nostalgia.”

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Momentos...(Título original:Instantes...)


Se eu pudesse viver novamente a minha vida, 
Na próxima, trataria de cometer mais erros; não tentaria ser tão perfeito. 
Relaxaria mais, seria mais tolo ainda do que tenho sido; 
Na verdade, bem poucas coisas levaria a sério. 
Seria menos higiênico, correria mais riscos, viajaria mais; 

Contemplaria mais entardeceres, 
subiria mais montanhas, 
nadaria mais rios. 

Iria a mais lugares onde nunca fui, 
Tomaria mais sorvete e menos lentilha. 
Teria mais problemas reais e menos problemas imaginários. 

Eu fui uma dessas pessoas que viveu sensata e produtivamente, 
cada minuto de sua vida; 
Claro que tive momentos de alegria. 
Mas, se pudesse voltar a viver, 
trataria de ter somente bons momentos, porque, se não sabem, 
disso é que é feita a vida, 
Só de momentos; 
Não percas O AGORA. 

Eu era um desses que nunca ia a parte alguma sem um termômetro, 
uma bolsa de água quente, um guarda-chuva e um pára-quedas; 

Se voltasse a viver, começaria a andar descalço no início da primavera e 
Continuaria assim até o fim do outono. 
Daria mais voltas na minha rua, contemplaria mais amanheceres e 
Brincaria com mais crianças, se tivesse outra vez uma vida pela frente. 
Mas, já viram, tenho 85 anos e sei que estou morrendo. 
(Jorge Luiz Borges)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Rubem Alves...

"O segredo do amor é a androgenia: somos todos, homens e mulheres, masculinos e femininos ao mesmo tempo. É preciso saber ouvir. Acolher. Deixar que o outro entre dentro da gente. Ouvir em silêncio. Sem expulsá-lo por meio de argumentos e contra-razões. Nada mais fatal contra o amor que a resposta rápida. Alfange que decapita. Há pessoas muito velhas cujos ouvidos ainda são virginais: nunca foram penetrados. E é preciso saber falar. Há certas falas que são um estupro. Somente sabem falar os que sabem fazer silêncio e ouvir. E, sobretudo, os que se dedicam à difícil arte de adivinhar: adivinhar os mundos adormecidos que habitam os vazios do outro."

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Lindo...

"As mulheres não adoecem mais facilmente no território da emoção por serem mais frágeis do que os homens, como sempre acreditou o machismo que reinou durante milénios. Exceptuando as causas metabólicas, elas adoecem em maior número porque amam, dão-se, entregam-se e preocupam-se mais com os outros do que os homens. Além disso, frequentemente são mais éticas, sensíveis e solidárias do que eles. Elas estão na vanguarda da batalha da vida, por isso, estão mais desprotegidas. Os soldados na frente da batalha têm mais hipóteses de serem alvejados."
(Do livro A saga de um pensador de Augusto Cury)

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Amor que morre...


O nosso amor morreu... Quem o diria!
Quem o pensara mesmo ao ver-me tonta,
Ceguinha de te ver, sem ver a conta
Do tempo que passava, que fugia!

Bem estava a sentir que ele morria...
E outro clarão, ao longe, já desponta!
Um engano que morre... e logo aponta
A luz doutra miragem fugidia...

Eu bem sei, meu Amor, que pra viver
São precisos amores, pra morrer,
E são precisos sonhos para partir.

E bem sei, meu Amor, que era preciso
Fazer do amor que parte o claro riso
De outro amor impossível que há-de vir!


                            (Florbela Espanca)

Tédio...


Passo pálida e triste. Oiço dizer: 
“Que branca que ela é! Parece morta!” 
e eu que vou sonhando, vaga, absorta, 
não tenho um gesto, ou um olhar sequer ... 

Que diga o mundo e a gente o que quiser! 
– O que é que isso me faz? O que me importa? ... 
O frio que trago dentro gela e corta 
Tudo que é sonho e graça na mulher! 


O que é que me importa?! Essa tristeza 
É menos dor intensa que frieza, 
É um tédio profundo de viver! 

E é tudo sempre o mesmo, eternamente ... 
O mesmo lago plácido, dormente ... 
E os dias, sempre os mesmos, a correr ... 

(Florbela Espanca, in "Livro de Mágoas")


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Invento...

Vento
Quem vem das esquinas
E ruas vazias
De um céu interior

Alma
De flores quebradas
Cortinas rasgadas
Papéis sem valor

Vento
Que varre os segundos
Prum canto do mundo
Que fundo nao tem

Leva
Um beijo perdido
Um verso bandido
Um sonho refém

Que eu não possa ler, nem desejar
Que eu não possa imaginar

Oh, vento que vem
Pode passar
Inventa fora de mim
Outro lugar


Vento
Que dança nas praças
Que quebra as vidraças
Do interior

Alma
Que arrasta correntes
Que força as batentes
Que zomba da dor

Vento
Que joga na mala
Os móveis da sala
E a sala também

Leva
Um beijo bandido
Um verso perdido
Um sonho refém

Que eu não possa ler, nem desejar
Que eu não possa imaginar

Oh, vento que vem
Pode passar
Inventa fora de mim
Outro lugar

(Composição de Vitor Ramil - cantada por Ney Matogrosso)

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Casais brigam em média 312 vezes por ano...

Uma pesquisa feita na Grã Betanha com 3 mil pessoas indicou que os casais brigam em média 312 vezes por ano - principalmente às quintas-feiras por volta das 8h da noite,por 10 minutos.
O levantamento,encomendado por um varejista on-line de artigos de peças para banheiro,sugeriu que a esmagadora maiorias das brigas se origina de motivos banais,como deixar pêlos na pia,entupir o ralo do chuveiro com cabelo e "surfar" entre canais de TV.
"Todos os casais brigam,mas ver o quanto eles discutem por causa de coisas simples ,como tarefas domésticas,nos faz abrir os olhos",disse o porta voz sobra a pesquisa,Nick Elson.
"Parece muito tempo perdido em bate-bocas,independentemente de quão irritante sejam os hábitos".
As razões dadas por homens e mulheres refletem algumas já conhecidas e proclamadas diferenças no comportamento dos sexos.
Enquanto eles reclamam que os parceiros não trocam o papel higiênico quando este termina nem baixam a tampa do vaso sanitário,eles ficam nervosos quando as parceiras demoram para ficar prontas e reclamam sobre as tarefas domésticas.
Deixar as luzes acesas,acumular entulhos e não recolher as xícaras espalhadas pela casa após o chá ou café também são razões ciutadas por ambos os sexos para as brigas.
Oito de cada dez entre os 3 mil adultos britânicos pesquisados disseram ser obrigados a limpar,constantemente,a sujeira do outro.
E se as mulheres ficam mais frustradas com os hábitos dos parceiros,a pesquisa indicou que são eles que mais vêem nas razões banais motivos para uma separação.
Um quinto dos homens entrevistados disseram considerar essa opção em consequência das dificuldades de convivência.
A seguir,os hábitos que mais irritam as mulheres:

  1. Deixar pêlos na pia - (Lú)
  2. Deixar a privada suja - (Lú)
  3. "Surfar" entre canais de TV
  4. Não trocar o rolo de papel higiênico - (Lú)
  5. Não baixar a tampa da privada - (Lú)
  6. Deixar as luzes acesas
  7. Xícaras,copos,pratos,panelas,etc...sujos pela casa - (Lú)
  8. Toalhas molhadas no chão e na cama - (Lú)
  9. Acumular pertences
  10. Não dar descarga - (Lú)
E os hábitos que mais irritam os homens:
  1. Deixar pêlos na pia
  2. Demorar pra ficar pronta - (eu)
  3. Reclamar que ele não faz nada - (eu)
  4. Deixar as luzes acesas
  5. Entupir o ralo do chuveiro com cabelo
  6. Acumular pertences - (eu)
  7. Encher a lata de lixo além da capacidade
  8. Deixar lenços de papel pela casa
  9. Xícaras sujas pela casa
  10. "Surfar" entre canais de TV
  11. Assistir a novelas

Bom...Postei essa matéria que foi retirada do site da Uol ontem e que também passou em vários canais de televisão no dia de ontem (20/12/2011) a pedido do meu marido mas confesso não concordar muito com isso não...
Creio e sei que existam várias discussões de casais por motivos fúteis mas daí morar em um chiqueiro para manter o casamento em "paz e harmonia" é demais!!Se você,principalmente as mulheres,pensarem assim,daí que eles farão da casa um INFERNO!Deve SIM existir o diálogo,se algo não está legal deve SIM ser conversado e se a outra parte não estiver de acordo ou satisfeita,VAZE!
A partir do momento que se casam ou vão morar juntos,passam a dividir o mesmo ambiente e nem todos têm a sorte de serem ricos para cada um ter seu banheiro ou closet por esse motivo que,dividindo e compartilhando do mesmo espaço que AMBOS,não falo somente dos homens,devem cooperar,trabalhar juntos,afinal a mulher hoje em dia não trabalha para ajudar o marido,companheiro?Então...nada mais justo que o mesmo ajude-a com algumas tarefas de casa,não precisa ser ele a "mulher da casa" mas sim ajudá-la pois assim,havendo esse consenso entre ambos e cada um mantendo seu pedaço,seu espaço,as "briguinhas banais" com CERTEZA não seriam necessárias.Pensem nisso meus queridos!


(Matéria retirada do Site da UOL no dia 20/12/2011 com algumas complementações de minha autoria)

A Mulher e os Cinquenta e Sete Gatos


"Todos falavam que ela havia sido uma bela mulher em sua juventude...Vinda da Alemanha na década de quarenta, fugindo dos horrores da guerra, acabou  parando no sobrado daquele aglomerado de casas e alí adquiriu um pequeno casebre com sala,quarto, cozinha e banheiro onde passou a morar...Jovem e bonita logo conseguiu um emprego e começou a fazer amizades...Trabalhou, amou, viveu, teve grandes amores, e deixando no passado toda a sua história e a de seus familiares...O tempo  foi passando até que chegou a época de sua aposentadoria e viu ficando para trás todos os dias áureos de sua existência e sua vida passou a ficar cada vez mais vazia...Foi então que começou a sua mania de de criar gatos...O primeiro ela pegou em um parque municipal, onde havia uma profusão deles para doação...Depois passou a recolhê-los pela cidade sempre que encontrava um abandonado...
           Isso a fez ficar cada vez mais amiga dos bichanos, e a cada dia ela foi se afastando mais das pessoas...Passou a ser olhada pela vizinhança como como uma pessoa excêntrica...quase uma bruxa...Mas o fato é que ela gostava dos bichanos e os mantinham sempre alimentados...Quando saía na rua, uma legião deles a acompanhavam e as pessoas ficavam olhando para aquela figura estranha, cheias de curiosidade e de repulsa...Ela seguia indiferente e tranquila com os seus animais...Os moleques lhe jogavam piadas, algumas pessoas a chamavam de louca, mas ela não dava muita atenção a nada daquilo....Só se preocupava com os seus gatos...
               Um dia, uma das poucas vizinhas com quem ela costumava se comunicar, e que sempre lhe levava café todas as manhã, antes de ela sair com os seus gatos, estranhou o fato de  bater na porta do seu casebre e ela não atender...O barulho dentro da casa indicava que todos os gatos estavam alí e certamente ela deveria estar também...Intrigada ela pediu auxílio da vizinhança e conseguiu arrombar a porta...A amiga encontrou-a estirada, no meio da sala, morta, e os bichanos todos ao seu redor, lambendo-lhe o corpo...Ligaram para o corpo de bombeiros e a vizinha, sua amiga ainda teve a curiosidade de contar cinquenta e sete gatos....O mesmo número de anos que anunciavam a sua idade, através dos seus documentos...O seu corpo foi levado para o Instituto Médico legal e os gatos foram todos recolhidos a uma instituição que tratava de animais abandonados...A sua casa permaneceu vazia até que uma grande imobiliária adquiriu todo aquele conglomerado de casas e tudo aquilo virou uma grande Universidade...Ninguém se habilitou a morar alí depois da morte da mulher e do recolhimento dos seus cinquenta e sete gatos...No prédio hoje circulam milhares de pessoas ... São alunos, professores, funcionários, visitantes, e nehum deles faz idéia de que alí morou uma mulher alemã, fugida de sua pátria devidos as atrocidades da guerra e que alí se estabeleceu, teve até momentos de felicidade, glória e de alegria, mas acabou morrendo só, cercada apenas pelos cinquenta e sete bichanos, seus últimos amores...
(Escrito por José Reinaldo,com os devidos créditos)

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

La tortura...


Não peço que todos os dias sejam de sol
Não peço que todas as sextas sejam de festa
Tao pouco te peço que volte suplicando perdão
se chora com os olhos secos
e falando dela.
Ai amor, me dói tanto
que você tenha ido sem dizer aonde
Ai amor, foi uma tortura perder-te

Sei que não tenho sido um santo
mas posso consertar, amor

Nem só de pão vive o homem
E nem de desculpas vivo eu

Só errando se aprende
E hoje eu sei que é teu o meu coração

Melhor guardar tudo isso,
a outro cachorro com esse osso
e nos dizemos "Adeus"
Não posso pedir que o inverno perdoe a um rosal
Não posso pedir que macieiras deem peras
Não posso pedir o eterno a um simples mortal
E atirar aos porcos, milhares de pérolas
Ai amor, me dói tanto
me dói tanto
que não acredite mais nas minhas promessas...

Ai amor

foi uma tortura

perder-te

Sei que não tenho sido um santo
mas posso consertar, amor

Nem só de pão vive o homem
E nem de desculpas vivo eu

Só errando se aprende
E hoje eu sei que é teu o meu coração

Melhor guardar tudo isso,
a outro cachorro com esse osso
e nos dizemos "Adeus"

Não fique abatida, não fique...
Escute neguinha, olhe... não fale demais...
De segunda à sexta tem meu amor
deixe o sábado para mim que é melhor
Ouça neguinha, não me castigue mais
Porque lá fora sem você não tenho paz
Eu sou um homem muito arrependido
sou como a ave que volta ao seu ninho...

Sei que não tenho sido um santo
Eu não sou feito de papelão

Nem só de pão vive o homem
E nem de desculpas vivo eu

Só errando se aprende
E hoje eu sei que é teu o meu coração

Ai, ai, ai
ai, ai, ai
Ai, tudo o que fiz por você
Foi uma tortura te perder
me dói tanto que seja assim...
Siga clamando perdão
...Eu ...eu não vou
Chorar hoje por ti

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Silêncio dos Amantes...

(...)"Acordo com Valentim a meu lado.Passo de leve a mão em seu rosto adormecido,acompanho com o dedo o contorno da sua boca,beijo seu ombro e me aconchego mais nele:aqui é o meu lugar no mundo.E o dele também.Do nosso jeito,estamos construindo - mais uma vez - a vida.
A dor faz parte."
(Lya Luft)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Mil perdões...


Te perdôo
Por fazeres mil perguntas
Que em vidas que andam juntas
Ninguém faz
Te perdôo
Por pedires perdão
Por me amares demais

Te perdôo
Te perdôo por ligares
Pra todos os lugares
De onde eu vim
Te perdôo
Por ergueres a mão
Por bateres em mim

Te perdôo
Quando anseio pelo instante de sair
E rodar exuberante
E me perder de ti
Te perdôo
Por quereres me ver
Aprendendo a mentir (te mentir, te mentir)

Te perdôo
Por contares minhas horas
Nas minhas demoras por aí
Te perdôo
Te perdôo porque choras
Quando eu choro de rir
Te perdôo
Por te trair
(Chico Buarque)