terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Mulheres Gordinhas...


"Que triste é sentir na pele, o preconceito
Uma dor que fere e machuca o peito
Seja negro, pobre, deficiente, gordo
Nada no mundo justifica o preconceito.


Sim sou gordinha, e daí?
Minhas curvas são delineadas, tal estrada,
Meu sorriso é doce e terno, sou liberdade
Carrego no olhar a ternura e a suavidade.
Adoro chocolate, um orgasmo verdadeiro,
Não me consolo num abraço traiçoeiro,
Não creio no valor frio, sórdido e rançoso,
Creio no amor superando tudo, esperançoso.


Sim sou gordinha e dai?
Tenho um pouco de anjo, voar livremente
Das bruxas herdei o feitiço e o encantamento
Da mulher, a delicadeza e a feminilidade,
Da canção, um coração ditando poesia,
Da música, todas as notas, multiplicidade.


Sim sou gordinha, e daí?
Eu sou todos os sons que a vida interpreta
Eu sou a harmonia da sinfonia que encanta
Eu sou a força do viver edificando tudo
Eu creio em mim e nos meus valores, contudo
Não creio na falsa verdade do preconceito


Sim sou gordinha, e daí?
Meu espelho não mente, não me engana,
Vejo nele reflectido meu corpo e minha alma.


São tantos rumores, falsos pudores,
Corações de cera fria, perseguidores,
Vou juntando os cacos e deito-os no lixo.
Não entro em conflitos, sou a paz,
Sou eu, amando, sorrindo, chorando,
Pela vida fora, segura vou andando.


Sim sou gordinha, e daí?
Sou menina, mulher, mãe, avó,
Sou amiga, vizinha, tia…
Sou feirante, florista, ou vadia.
Sou o que eu quiser,
Por ora sou, simplesmente, mulher."


Um comentário:

Maria José Speglich disse...

Parabéns pelo texto.
Eu tb me into aassim.