quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Paciência...(Lenine)



♪Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para

Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara

Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência

E o mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (Tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não)

Será que é tempo que lhe falta pra perceber
Será que temos esse tempo pra perder
E quem quer saber
A vida é tão rara (tão rara)

Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para (a vida não para não... a vida não para)♪

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Do livro:"Nas tuas mãos" da escritora portuguesa Inês Pedrosa

"Só nos dois sabemos que não se trata de sucesso ou fracasso.
Só nos dois sabemos que o que sente nãose trata - e é em nome desse intratável que um dia fez estremecer que agora separamos.
Para lá da dilaceração dos dias,dos livros,discos e filmes que nos coloriram a vida,encontramo-nos agora juntos na violência do sofrimento,na ausência um do outro como já não nos lembrávamos de ter estado em presença.
É uma forma de amor inviável,que,por isso mesmo,não tem fim."


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Fernando Pessoa


"Quando te vi, amei-te já muito antes.

Tornei a achar-te quando te encontrei.

                                                     Nasci pra ti ,antes de haver o mundo..."

                                                        Fernando Pessoa

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Choro de Mulher




"Um garotinho perguntou à sua mãe: - Mamãe, por que você está chorando? E ela respondeu: Porque sou mulher... - Mas... eu não entendo. A mãe se inclinou para ele, abraçou-o e disse: - Meu amor, você jamais irá entender!... Mais tarde o menininho perguntou ao pai: - Papai, por que mamãe às vezes chora, sem motivo? O homem respondeu: - Todas as mulheres ...sempre choram sem nenhum motivo.... Era tudo o que o pai era capaz de responder. O garotinho cresceu e se tornou um homem. E, de vez em quando, fazia a mesma pergunta: - Por que será que as mulheres choram, sem ter motivo para isso? Certo dia esse homem se ajoelhou e perguntou a Deus: -Senhor, diga-me... Por que as mulheres choram com tanta facilidade E Deus lhe disse: - Quando eu criei a mulher, tinha de fazer algo muito especial. Fiz seus ombros suficientemente fortes, capazes de suportar o peso do mundo inteiro... Porém suficientemente suaves para confortá-lo! - Dei a ela uma imensa força interior, para que pudesse suportar as dores da maternidade e também o desprezo que muitas vezes provém de seus próprios filhos! - Dei-lhe a fortaleza que lhe permite continuar sempre a cuidar da sua família, sem se queixar, apesar das enfermidades e do cansaço, até mesmo quando outros entregam os pontos! - Dei-lhe sensibilidade para amar seus filhos, em qualquer circunstância, mesmo quando esses filhos a tenham magoado muito ... Essa sensibilidade lhe permite afugentar qualquer tristeza, choro ou sofrimento da criança, e compartilhar as ansiedades, dúvidas e medos da adolescência! Porém, para que possa suportar tudo isso, Meu filho... Eu lhe dei as lágrimas, e são exclusivamente suas, para usá-las quando precisar. Ao derramá-las, a mulher verte em cada lágrima um pouquinho de amor. Essas gotas de amor desvanecem no ar e salvam a humanidade! O homem respondeu com um profundo suspiro... - Agora eu compreendo o sentimento de minha mãe, de minha irmã, de minha esposa...
- Obrigado, Meu Deus, por teres criado a mulher."

(Autor Desconhecido)

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Osho...


"O amor é o filho da luz. O amor não pode surgir de um coração escuro. De um coração escuro só surge a luxúria. Ele finge ser amor, mas é exatamente o oposto. É exatamente o oposto, porque a luxúria explora: ela usa o outro como um meio, el...a reduz o outro a uma coisa. É destrutivo, destruidor da maior coisa na vida: a presença da pessoa.

O amor compartilha. O amor não usa o outro. O amor respeita o outro e a liberdade do outro. O amor nunca reduz o outro a uma coisa, ao contrário o amor eleva o outro à divindade. Os próprios olhos do amante dá a você um voo em direção ao divino. O amor transforma seres humanos comuns em deuses.
Mas o amor só é possível se o coração estiver cheio de luz – e o coração não está cheio de luz, ele é cercado por uma grande escuridão. Pela escuridão, quero dizer da inconsciência e pela luz eu quero dizer a consciência.
Comece a ficar mais e mais consciente, torne-se mais alerta. É uma longa e árdua jornada, mas imensamente recompensadora, vale todos os problemas , porque uma vez que a pessoa alcança ela sabe exatamente o que é a vida, a sua grandeza eterna , o seu infinito esplendor, sua incrível beleza .
Este vai ser o seu trabalho: tornar-se um filho da luz a fim de que o amor possa se tornar possível. E isso é o que o sannyas é: a vida, o amor, a luz, e onde esses três se encontram, a verdade é experimentada."

Osho Darshan

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Via "Perfecta Estética"...


"Uma decepção pode diminuir o tamanho de um amor que parecia ser grande… Uma ausência pode aumentar o tamanho de um amor que parecia ser ínfimo… É difícil conviver com esta elasticidade: as pessoas se agigantam e se encolhem aos nossos olhos… Nosso julgamento é feito não através de centímetros e metros, mas de ações e reações, de expectativas e frustrações… Não é a altura, nem o peso, nem os músculos que tornam uma pessoa grande... É a sua sensibilidade, sem tamanho!"

(D.A)

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Texto de Câncer


“Me sinto estranha, não sou mais aquela pessoa que era antes. Antigamente, eu sorria por qualquer besteira, eu ainda tinha paciência pra certas coisas, eu não me importava com o que se passava ao meu redor. E antes, pra mim amor só era de Deus e meus pais. Agora, pouca coisa me faz sorrir, não consigo suportar certas situações, eu me sinto solitária e perdida. Choro facilmente toda noite no meu quarto sozinha. Quando perguntam se estou bem digo que sim, mas na verdade tudo que eu quero dizer é que não e preciso de ajuda, de companhia. A minha vida não é mais a mesma. Acho que no fundo tudo que eu queria era que alguém percebesse como estou. Mas não, todo mundo acredita na mentira do meu sorriso e não consegue ver a dor por debaixo dele. As vezes, suspiro tentando aliviar a dor, mas só piora. Estou chegando no meu limite, me sinto cansada de tudo isso. Tudo que eu quero é me ver livre desse pesadelo que é minha vida, mas sou cova...rde e não tenho coragem o suficiente para tentar. Leio o romance nos livros de Nicholas Spark e fico me imaginando vivendo eles, as vezes eu queria que minha vida fosse um livro, mesmo com todas dores, sempre tivesse alguém me amasse como eu também o amaria e um final feliz ou pelo menos uma lição de vida. É difícil viver nessa realidade que só me causa dor. Me consolo nas músicas, que me distraem desse mundo por um tempo. Durmo, o quanto nunca dormir antes, porque dormir não dói, a gente pode viver nossos sonhos do jeito que a gente quer. o difícil é acordar. Eu realmente não consigo descrever o que sinto dentro de mim, tanto que levei dias para conseguir palavras que tentassem descrever o que sinto e colocar nesse texto, mas simplificando é só um exaustão dessa vida. Não estou suportando mais. É estranho ver as outras pessoas ao meu redor rindo e amando tão naturalmente, e eu penso "será que tem algo errado em mim?". As vezes eu queria ser normal, ter uma vida normal e amar normalmente. Mas não, nada em mim é normal. Nem mental ou fisicamente. É pedir muito poder amar ser amada de volta? é pedir muito ser feliz?. Pelo que parece sim, porque por mais que eu tente não consigo realizar nada disso. Enfim, a única coisa que sei agora é que vou esperar, esperar que um dia tudo fique bem e que a felicidade me encontre. E tenho esperança que isso não irá demorar, a última coisa a morrer é a fé e isso eu tenho de sobra.”

(D.A)

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Osho...



(...)Até mesmo os maridos e as esposas


que viveram juntos por muitos anos,

podem ser apenas familiares.

É possível que não tenham conhecido um ao outro.

E quanto mais você viver com alguém

mais se esquece

de que os centros continuam desconhecidos.

Portanto, a primeira coisa a ser compreendida é:

Não confunda familiaridade com amor,

Você pode fazer amor,

pode estar sexualmente relacionado,

mas o sexo também é periférico.

A menos que os centros se encontrem, o sexo é apenas

um encontro entre dois corpos não é um encontro.

O sexo também permanece na familiaridade –

física, corporal, mas ainda familiar.

Você só permite que alguém entre em você, em seu centro, quando você não está com medo, quando não está temeroso."



quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Viver como as flores...(Conto)


-"Mestre, como faço para não me aborrecer?

Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes.
Algumas são indiferentes....
Sinto ódio das que são mentirosas.
Sofro com as que caluniam".
- "Pois viva como as flores!", advertiu o mestre.
- "Como é viver como as flores?" Perguntou o discípulo.
- "Repare nestas flores", continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
"Elas nascem no esterco, entretanto são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhes é útil e saudável,mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor de suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não é sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite, pois, a virtude de rejeitar todo mal que vem de fora.
Isso é viver como as flores."
(D.A)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Vinícius de Moraes...

"E assim, quando mais tarde me procure

Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor :...
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure."

O que dói em mim...

O QUE DÓI EM MIM


Dói bordar delicadezas para acordar os dias e ser surpreendido pela aspereza das pessoas.
Dói acordar acreditando na força transformadora de um afeto e ser desacreditado pelo ceticismo de gente cinza.
Dói semear palavras bonitas e colher silêncios egoístas. Às vezes, não colher nada....
Dói ofertar um abraço bonito e o outro não abrir os braços.
Dói enfeitar um sorriso e o outro lhe virar as costas.
Dói quando descreditam na pureza do meu bem querer. Quando corrompem os meus propósitos. Quando maculam minhas intenções.
Dói não poder ser simples. Não poder ser pequeno. Não poder ser puro. Não poder ser verdadeiro.
Dói perceber malícias se apoderando das minhas palavras mais inocentes.
Dói, dói mesmo. Dói muito. Porque embora nada seja feito para se ter recompensa, espera-se no mínimo que haja acolhimento, reciprocidade, gratidão.
Dói, não ouvir um obrigado de vez em quando.
Está doendo hoje.
Espero que não passe. Espero não desaprender.

(Wendel Valadares)

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Lembranças...




"Nós somos as nossas lembranças, os nossos erros, tudo o que vivemos. Nossos atos nos definem. Apesar de toda a dificuldade, é bom olhar pra trás e perceber que tudo o que você fez te trouxe até onde está agora. É bom olhar pra trás, mas só por alguns instantes, porque depois temos que olhar pra frente porque se não olharmos, podemos acabar tropeçando. A vida tem muito pra oferecer. Se você olhar com cuidado para o que tem, verá que tem mais a agradecer do que a pedir."   (D.A)

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Em matéria afetiva...


Sempre é forçoso muito cuidado no trato com os problemas afetivos dos outros, porque muitas vezes os outros, nem de leve, pensam naquilo que possamos pensar.


Os Espíritos adultos sabem que, por enquanto, na Terra, ...ninguém pode, em sã consciência, traçar a fronteira entre normalidade e anormalidade, nas questões afetivas de sentido profundo.

Os pregadores de moral rigorista, em assuntos de amor, raramente não caem nas situações que condenam.

Toda pessoa que lesa outra, nos compromissos do coração, está fatalmente lesando a si própria.

Respeite as ligações e as separações, entre as pessoas do seu mundo particular, sem estranheza ou censura, de vez que você não lhes conhece as razões e processos de origem.

As suas necessidades de alma, na essência, são muito diversas das necessidades alheias.

No que tange a sofrimentos do amor, só Deus sabe onde estão a queda ou a vitória.

Jamais brinque com os sentimentos do próximo.

Não assuma deveres afetivos que você não possa ou não queira sustentar.

Amor, em sua existência, será aquilo que você fizer dele.

Você receberá, de retorno, tudo o que der aos outros, segundo a lei que nos rege os destinos.

Ante os erros do amor, se você nunca errou por emoção, imaginação, intenção ou ação, atire a primeira pedra, conforme recomenda Jesus...   (D.A)

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Balada dos 400 golpes...



Dentro de mim uma estrela arde no peito e derrama
Calma, coração, a razão não é dona do destino
Toda emoção mulher

Toda mulher é uma lua de claridade e mistério
Nasceu pra ser minha estrela da guia
Companhia para o que Deus quiser

Pode ter razão de queimar a cidade então
E com outro amor, como se nada for
Quatrocentos golpes no beijo que não me deu
E também doeu, como se nunca mais

Quero bem comigo essa fera
Deusa que tudo reclama
É como eu, bem capaz de perder o seu juízo
Tal qual um ser qualquer

Eu com a minha deusa, um menino
Filho de leite das ruas
No vendaval e meus olhos jorrados de desejo
Com a rapidez da luz

(Beto Guedes)

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

C.F.A...


Lá está ela, mais uma vez. Não sei, não vou saber, não dá pra entender como ela não se cansa disso. Sabe que tudo acontece como um jogo, se é de azar ou de sorte, não dá pra prever. Ou melhor, até se pode prever, mas ela dispensa.


Acredito que essa moça, no fundo gosta dessas coisas. De se apaixonar, de se jogar num rio onde ela não sabe se consegue nadar. Ela não desiste e leva bóias. E se ela se... afogar, se recupera.

Estranho e que ela já apanhou demais da vida. Essa moça tem relacionamentos estranhos, acho que ela está condicionada a ser uma pessoa substituta. E quem não é?

A gente sempre acha que é especial na vida de alguém, mas o que te garante que você não está somente servindo pra tapar buracos, servindo de curativo pras feridas antigas?

A moça…ela muito amou, ama, amará, e muito se machuca também. Porque amar também é isso, não? Dar o seu melhor pra curar outra pessoa de todos os golpes, até que ela fique bem e te deixe pra trás, fraco e sangrando. Daí você espera por alguém que venha te curar.

Às vezes esse alguém aparece, outras vezes, não. E pra ela? Por quem ela espera?

E assim, aos poucos, ela se esquece dos socos, pontapés, golpes baixos que a vida lhe deu, lhe dará.

A moça – que não era Capitu, mas também têm olhos de ressaca – levanta e segue em frente.

Não por ser forte, e sim pelo contrário… Por saber que é fraca o bastante para não conseguir ter ódio no seu coração, na sua alma, na sua essência. E ama, sabendo que vai chorar muitas vezes ainda. Afinal, foi chorando que ela, você e todos os outros, vieram ao mundo.



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Fabricio Carpinejar...

“A intensidade assusta, amar assusta, lutar por um amor assusta.


Somos sempre amadores diante do medo.

A sinceridade é quixotesca, é escandalosa, é inoportuna.

Toda declaração é patética. Como as cartas de amor. Como os apelidos entre os amantes. Como as juras no sofá.

Em vez de mostrar a importância do outro, o costume é se esconder.Em vez de abrir nossa vontade de permanecer junto, o costume é dissimular.

... Em vez de expor o tamanho de nossa fragilidade, o costume é bancar o forte e intransigente.

Em vez de ouvir, o costume é se refugiar no orgulho.

Somos dependentes da aceitação mais do que do coração.

Não enfrentamos as críticas dos amigos, da família, preocupados com o nosso sofrimento.

Somos educados para a indiferença: o que incomoda precisa ser deixado de lado, o que atrapalha deve ser esquecido.

Insistir já vira chatice. Ninguém aguenta um assunto por muito tempo. Mas isso não é um assunto, é a minha vida.

Queremos merecer um amor mas, de modo algum, sofrer por ele.

Queremos alguém que não desista da gente, mas não oferecemos chance. Como crescer no amor sem superação? Como crescer os olhos sem o invisível?

Como recomeçar os laços sem humildade?

A ideia é se separar e não demonstrar nenhum sentimento? Como?

Ninguém é adulto no sofrimento. Só o cínico.

Ninguém é maduro no sofrimento. Só o insensível.

Vamos errar, beber, exagerar, tropeçar, gritar, explodir durante a ausência e se arrepender aos abraços e lágrimas.

Se ela diz que me ama, não faria sentido virar o rosto, a não ser que seja para receber seu beijo.

Posso não tê-la de volta, mas não terei me perdido e jamais terei desvalorizado sua força em minha vida.

O que pode parecer motivo de pena para mim é coragem.

Reserve a compaixão a quem se entrega para a mentira. Mentir para si é imperdoável."

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Manoel Bandeira...


" Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que não é dito com palavras, mas fica no ar..."